Quando acontece algo diferente do usual, fico pensando no que realmente importa.
Não precisa ser algo grave ou extremamente sério para que eu faça isso. Basta um simples fato que fuja do habitual e pronto. Quando meu foco não vai automaticamente pra lá, eu tento voltar a atenção para o que realmente tem importância para mim, para a minha vida e para as pessoas que eu amo.
(Colocada assim, parece uma coisa chata, de alguém que pára e fica analisando tudo o que acontece o tempo todo, não é? rs… Fala a verdade… rs)
Pois bem, como consequência disso, aprendi que perdemos muito sofrendo dores que sequer existirão.
Acontece com todo mundo.
No fundo, porque temos uma certa obsessão por não falhar.
Ainda que essas dores possam não estar ligadas diretamente a nós, como causa, o simples fato de não podermos fazer nada para evitá-las, já nos joga uma carga de responsabilidade.
Como se estivesse em nossas mãos o poder supremo de evitar todas as dores.
Lembro de um livro que eu li logo que entrei na faculdade, chamado Complexo de Clark Kent. De maneira geral, trata daquilo que é comum a todo jornalista, logo que sai da faculdade, de querer salvar o mundo. Acreditando ter esse mesmo poder supremo que eu falei acima.
A vida me mostra que todo mundo tem um certo complexo de Clark Kent.
E essa pretensão faz com que percamos o foco daquilo que realmente importa.
As coisas simples e tão fundamentais da vida.
O sorriso da criança. As pessoas que ama reunidas. O cachorro fazendo festa no quintal. Ter alguém que te ame de verdade.
A celebração das ‘alegrias bobas’.
Todo o resto é secundário.