Mãe é chão. Pai é teto.

Categoria: Textos

Fim da década de 70, começo dos anos 80. Meu pai saía muito cedo de casa. E só voltava perto do Jornal Nacional. Era o tempo de chegar em casa, beijo na testa dos filhos, beijinho na esposa, tomava um banho rápido, assistia ao Jornal Nacional, comia alguma coisa e ia dormir. Minha mãe não trabalhava fora, mas trabalhava muito mais em casa. A casa não era grande, mas cuidar de dois filhos encapetados e da casa sozinha não era tarefa fácil.

Meu pai não era um pai ausente, mas pela correria do seu trabalho em São Paulo, era basicamente ela quem se encarregava de transformar aquelas duas pestes em dois homens. (E ela conseguiu!)

Desde aquele tempo, uma coisa ficou bem clara pra mim: Mãe é chão. Pai é teto.

Minha mãe era a emoção, a chamada de atenção mais enérgica, o ensinamento diário, o acompanhamento escolar. Sofria com as nossas ‘tristezas infantis’ e vibrava com nossas ‘pequenas conquistas’. Era ela quem dizia como comer, como falar, como tomar banho, como se comportar na frente dos outros. ’Se matava’ por nós e sempre muito feliz por isso. Meu chão.

Meu pai era o provedor. Nunca deixou faltar nada para os filhos. Os melhores colégios, as melhores roupas, os melhores brinquedos, as melhores férias. ‘Se matava’ por nós e sempre muito feliz por isso. Meu teto.

Não conseguia imaginar uma troca de papéis. Teto é teto. Chão é chão. E pronto.

Em 96 eu perdi meu chão. A sensação não pode ser descrita. Só quem passou, sabe o que é. Imagino que acabar o tanque de oxigênio no meio de um mergulho profundo se aproxime da sensação. E foi aí que meu pai tirou sua roupa de Clark Kent e assumiu sua identidade secreta. Ele penou no começo. Mas foi muito mais do que teto e chão. Foi parede, janela, porta. E o melhor: um exemplo pra mim. Pra sempre!

39 Comentários

  1. 26 novembro, 2008 at 9:10 pm | Permalink

    Ri, me emocionei com este texto… A cada parágrafo, meus olhos se enchiam d’água… e, no último, as lágrimas transbordaram… Amei !!!!!Parabéns!

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  2. ychoucair
    27 novembro, 2008 at 7:42 am | Permalink

    Interessante como os pais se transformam nesta situação, não é?
    Boa…

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  3. Luciano
    27 novembro, 2008 at 11:38 pm | Permalink

    Grande texto. Você conseguiu passar, a um só tempo, objetividade e emoção, algo extremamente raro. Parabéns, velhote!! E como diria Jorge Drexler, “La vida es mas compleja de lo que parece”. Grande abraço!

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  4. Alexandre
    29 novembro, 2008 at 2:04 pm | Permalink

    Grande Jack!Texto finíssimo!Um grande abraço…Alexandre(Quentinha)

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  5. SIMONE
    2 dezembro, 2008 at 1:07 pm | Permalink

    Ri, eu tenho a mesma sensação que você do chão e teto, foi com esses dois que fui criada uma boa parte da minha vida, e depois o meu teto foi embora. Hoje tento ser um pouco chão, um pouco teto e quem sabe um dia ouvir dos meus filhos que meu esforço não foram em vão, mas tenha certeza, é muito dificil, qualquer um dos papéis….
    Beijos

    [Responder]

    Resposta de Jack Bianchi:

    É… eu adorei escrever esse texto. É o que eu mais gostei até agora…
    Fico feliz que vocês tenham gostado e se identificado.

    E pai, se tem uma coisa que eu posso dizer com convicção, é que você fez TUDO certo.
    Um exemplo mesmo! Te amo.

    [Responder]

  6. Silvana
    5 dezembro, 2008 at 2:29 am | Permalink

    Amei o seu texto, tem tudo a ver. Sei muito bem o que é isso! Eu me sinto sem chão ou melhor sem o meu grande apoio.
    A vida é uma verdadeira caixinha de supresa !!!
    Beijos

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  7. Claudio de Paula
    5 dezembro, 2008 at 3:06 pm | Permalink

    Seus textos estão excelentes. Parabéns.
    Quanto ao do dia 28 – Mãe é chão, pai é teto, adorei.
    Quando você ficou sem chão, eu não sabia direito como fazer.
    Tentei e tento fazer da minha maneira, não sei se está correto ou não, mas faço com muito carinho e amor.
    Muitas vezes acerto, e outras nem tanto.
    A vida é assim mesmo, surpresas e mais surpresas, as vezes agradáveis e outras não.
    Bjs

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  8. CARLA BARIONI
    7 dezembro, 2008 at 10:35 pm | Permalink

    Primo,

    Cada texto excelente !!! Estou encantada !!! Li vários, mas quero ler todos … Quanta sabedoria … Amei …
    Bjs

    [Responder]

  9. Inês
    29 março, 2009 at 4:09 pm | Permalink

    Jack,
    Faz tempo que eu perdi meu chão e meu teto e isso me faz muita falta até hoje, MUITA mesmo! Como você disse, “Só quem passou, sabe o que é”. Não que sirva de consolo, mas “ainda bem que a gente passa por essas duas perdas uma vez só”, porque eu não suportaria passar por isso de novo. Pelo menos eu sei que nunca mais eu vou viver esse sentimento horrível, essa sensação lastimável, indescritível, indescritível, indescritível… Depois que eu “superei isso”, eu supero qualquer coisa (até porque eu não tenho filhos, não posso ter e o “risco” de perder um filho eu não corro.. rs – dizem que é pior do que perder pai e mãe… e eu acredito que sim…). Tomara que um dia a gente se reencontre… vai saber… rs…

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    Resposta de Jack Bianchi:

    Inês, é uma emoção muito forte sim. Teoricamente, pode servir de preparação para as perdas que ainda virão… Mas só saberemos disso bem lá na frente…

    [Responder]

  10. 30 março, 2009 at 1:09 am | Permalink

    Obrigado pela recomendação e pelo ótimo texto.
    Abs!
    Caio Novaes
    http://www.brogui.com

    [Responder]

    Resposta de Jack Bianchi:

    Caio, como disse antes, muita paz pra você, nesse momento. Abração.

    [Responder]

  11. Samuel
    29 abril, 2009 at 1:58 pm | Permalink

    Fala Jack,

    Não te conheço pessoalmente, acabei encontrando o seu BLOG por acaso. Que texto espetacular. Meus parabéns. Ainda tenho o meu chão e teto, e lendo este texto me fez pensar como seria se por acaso eu os perdesse, o que me levou a valorizar ainda mais aquilo que eu tenho.

    Um forte abraço!

    [Responder]

    Resposta de Jack Bianchi:

    Samuel, muito obrigado pelo comentário e pelos elogios. Valorize sempre esses dois. Eles fazem toda a diferença na vida da gente. Abração!

    [Responder]

  12. chikoalencar@solar.c
    29 abril, 2009 at 2:07 pm | Permalink

    Família é tudo né! O Pablo recomendou o blog e em especial esse texto. bom! viu…
    Graças a DEUS ainda tenho meu Teto e Meu Chão, mas em 99 meu Teto sofreu graves avarias devido a 2 derrames. Ai meu Meu CHão virou Teto, Minhas irmãs paredes e eu acho que virei pedreiro, remendando os buracos que apareciam na casa.

    Parabéns pelo texto Muito Bom

    [Responder]

    Resposta de Jack Bianchi:

    Chiko, muito obrigado pelos elogios. Não perca nunca essa unidade que vocês juntos têm. Isso faz MUITA diferença… Abração!

    [Responder]

  13. 29 abril, 2009 at 2:10 pm | Permalink

    nossa. texto emocionante. parabéns cara.

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    Resposta de Jack Bianchi:

    Shaun, fico feliz que tenha gostado. Muito obrigado. Espero revê-lo sempre por aqui. Vou dar uma passada no nitzombies depois. Abração!

    [Responder]

  14. marcos junior
    29 abril, 2009 at 2:22 pm | Permalink

    Emocionante

    parabéns pelo texto

    O meu chão é a minha vó uma pessoa maravilhosa e amável
    minha vó não tem nem o 2º ano do fundamental mas é sem duvida uma das mulheres mais sábias do mundo.

    Fique com Deus
    e que ele continue te abençoando

    [Responder]

    Resposta de Jack Bianchi:

    Marcos, muito obrigado pelos elogios. Legal demais ter você aqui. Tem uma música que eu coloquei aqui no blog chamada Gentileza. Ela questiona: “Se é mais inteligente, o livro ou a sabedoria?” Sua avó é a resposta. Esteja sempre perto dela. Relações assim não tem preço. Abração!

    [Responder]

  15. Carolina Carvalho
    29 abril, 2009 at 3:29 pm | Permalink

    Nós crescemos, e nos esquecemos… uau! Lendo seu texto é que me dei conta de que lá se vão quase 6 anos (!!!) de que meu pai morreu. Foi um pai com diversos defeitos e faltas, mas que deixou uma dor enorme em meu peito no dia que se foi… Mas é estranho, como no meu caso, às vezes me esqueço dele, e ao ler seu texto, senti culpa, ou remorso talvez. Apesar das falhas, ele era meu pai, e estava ali por mim, tenho certeza. Se hoje eu e minha mãe temos melhores condições de vida, foi justamente por seu esforço e toda sua vida.

    Obrigada por me fazer lembrar disso!

    [Responder]

    Resposta de Jack Bianchi:

    Carol, quando eu li que ler o texto te fez sentir culpa ou remorso, me deu um aperto aqui… Mas continuei lendo seu comentário inteiro e entendi exatamente o que quis dizer. Fiquei muito feliz por ter proporcionado isso a você, de alguma forma. Esteja sempre perto da sua mãe. A gente é mais forte perto deles. Beijooooooooo

    [Responder]

  16. Carol
    29 abril, 2009 at 3:30 pm | Permalink

    Ainda tenho meus pais, e fico imaginando como será quando eles não estiverem aqui.. Fico com o coração apertado, porque sei que eles farão muita falta, mesmo que hoje eu não dê todo o valor que eles merecem.. As vezes fico pensando em como eu vou agir, como vou ser quando for mãe, e sei que quero ser isso mesmo que você disse, quero poder dar um apoio para os meus filhos, para que eles possam voar alto, pelo mundo. Obrigada por colocar em palavras o que eu só imaginava. Obrigada!

    [Responder]

    Resposta de Jack Bianchi:

    Carol, muito obrigado pelos elogios e pelo comentário tão bacana. Quero te dizer uma coisa: independente de como você pense que vai ser, será muito diferente disso. Por isso, não gaste tempo pensando nisso. Use esse tempo para estar mais perto deles. Vai ficar todo mundo mais feliz. Pode acreditar… E só de você querer ser essa mãe zelosa e cuidadosa, eu já tenho certeza que você será. Você tem “o querer” e isso é tudo o que precisa. Beijoooooooooooo

    [Responder]

  17. Pedro Marques
    29 abril, 2009 at 3:47 pm | Permalink

    É incrível como um pequeno aglomerado de palavras podem, ao mesmo tempo, fazer refletir e emocionar. No meu caso, meu chão sempre foi meu teto também, já que não tenho e nunca tive pai (sou adotado e minha mãe sempre foi solteira). E, infelizmente, sinto que em breve irei ficar sem chão também… há 5 anos minha mãe tem parkinson, e a cada dia, pouco a pouco, piora. Mas é isso mesmo, a vida tem os seus desafios, e estamos aqui para passá-lo.

    Um abraço e parabéns pelo belo texto.

    PS: Nunca li seu blog, o vi lincado no blog do Pablo Villaça.
    PPS: Você encontrou mais um leitor.

    [Responder]

    Resposta de Jack Bianchi:

    Pedro, seu comentário me comoveu muito. Eu pensei em escrever um milhão de coisas ‘previsíveis’ aqui, mas não. Quero te dizer que sua mãe teve um ato de amor e coragem que poucas pessoas no mundo teriam ou tem. Ela foi sua base. Te deu apoio e te encaminhou até aqui. Cara, esteja perto dela de uma forma que nunca esteve. E dê valor a cada momento simples, a cada olhar, a cada sorriso. Essas lembranças estarão com você pra sempre. Acredite.

    Muito obrigado pelos elogios. É um grande orgulho ter alguém como você por aqui. Abração!

    [Responder]

  18. Mary
    29 abril, 2009 at 4:59 pm | Permalink

    É isso. Obrigada

    [Responder]

    Resposta de Jack Bianchi:

    Mary, eu que agradeço a visita e o carinho. Beijooooooooooooooooooo

    [Responder]

  19. 29 abril, 2009 at 5:36 pm | Permalink

    Espero ser um chão e quem sabe pelo menos mais uma janela ou clarabóia quando adotar minhas meninas.

    [Responder]

    Resposta de Jack Bianchi:

    Cara, se pensa assim, será. Esteja certo disso. Obrigado pelo carinho e pelo comentário. Abração!!!

    [Responder]

  20. Senhor F.
    29 abril, 2009 at 6:45 pm | Permalink

    Texto muito lindo, merece uma salva de palmas.

    Clap, Clap, Clap.
    Clap, Clap, Clap.
    Clap, Clap, Clap.
    Clap, Clap, Clap.

    [Responder]

    Resposta de Jack Bianchi:

    Senhor F., muito obrigado pelo elogio, pela gentileza e pelas palmas. Abração!

    [Responder]

  21. Ânderson Luiz
    29 abril, 2009 at 7:00 pm | Permalink

    Um texto simples e comovente, sem ser piegas. Parabéns!

    [Responder]

    Resposta de Jack Bianchi:

    Ânderson, muito obrigado, meu velho. Fico feliz por ter conseguido alcançar o que eu queria ao escrever esse texto. Abração!

    [Responder]

  22. 29 abril, 2009 at 7:23 pm | Permalink

    Excelente texto, meus parabéns !! Não apenas por saber escrever, mas por saber COMO escrever sentimentos desse jeito.

    [Responder]

    Resposta de Jack Bianchi:

    Higgo, muito obrigado pelos elogios. Fico feliz que tenha gostado da forma como escrevi. Espero vê-lo por aqui mais vezes. Abração!

    [Responder]

  23. Lisandra
    29 abril, 2009 at 7:50 pm | Permalink

    Bela reflexão…
    No meu caso mainha e meus avós foram o meu o chão e teto. Tudo o que sou devo a eles.

    Abraços

    [Responder]

    Resposta de Jack Bianchi:

    Lisandra, muito obrigado pelo elogio. Não se esqueça nunca do que acabou de me contar. Beijooooooooooooooooo

    [Responder]

  24. Ludmila Azevedo
    29 abril, 2009 at 8:02 pm | Permalink

    Emocionante! Descobri seu blog por meio do Pablo. Um abraço.

    [Responder]

    Resposta de Jack Bianchi:

    Lud, fico feliz em saber que gostou. Muito obrigado pelo elogio. O Pablo fez uma homenagem a mim completamente inesperada. E me deu vários novos amigos de presente. Fiquei feliz demais! Beijoooooooooooooooo

    [Responder]

  25. Thomaz Raposo
    29 abril, 2009 at 9:17 pm | Permalink

    Ótimo texto, me emocionou!

    Só de pensar em perder alguém próximo já faz meu chão estremecer.

    Abraço.

    ps: mais um que veio do blog do Pablo!

    [Responder]

    Resposta de Jack Bianchi:

    Thomaz, fico feliz que tenha gostado. Muito obrigado pelos elogios. Não pense em perdê-los. Pense em aproveitá-los – dá mais sentido a vida.

    O Pablo trouxe uma série de novos amigos pra mim hoje. Espero vê-lo(s) sempre por aqui. Abração!

    [Responder]

  26. renato
    29 abril, 2009 at 9:52 pm | Permalink

    Bonito texto.

    [Responder]

    Resposta de Jack Bianchi:

    Fico feliz que tenha gostado, Renato. Um abração!

    [Responder]

  27. Flávio
    29 abril, 2009 at 9:58 pm | Permalink

    Olá, fui trazido aqui pelo Blog do Pablo Villaça e achei muito emocionante seu texo. E engraçado, pois passei por uma situação bastante semelhante, pois meu pai trabalhava muito e quase nunca tinha tempo para nós, mas sabia que ele estava ali dando um maior duro por mim e pelas minhas 3 irmãs. E minha mãe exercia todos esses comportamentos que vc citou. E em 2003 quando minha mãe faleceu eu tinha 16 anos, e essa sensação do mergulho descreve perfeitamente o que senti. Foi quando meu Pai entrou em depressão, mas se recuperou rápido pois ele percebeu que era nossa unica força. Nunca mais vou esquecer o abraço que meu pai me deu no dia que ela faleceu. Foi ali que percebi o quanto o meu Pai era humano e sofria bastante. A partir de então ele se tornou um alicerce, e exerceu as funções de pai e mãe e foi o responsável por nos reerguer de uma situação horrivel. Obrigado por ter me lembrado de coisas que me moldaram e me fizeram ser o que sou hj.

    [Responder]

    Resposta de Jack Bianchi:

    Flávio, sem dúvida são histórias bem parecidas. Eu sinto muito pelo que passaram. Mas fico feliz por você ter um pai “Clark Kent” também. Cara, mostra esse texto pra ele. Acho que ele vai ficar feliz em ler. Muito obrigado pelos elogios. Fico feliz que esse texto tenha tido esse papel pra vc. Abração!

    [Responder]

  28. V!tor Sousa
    29 abril, 2009 at 10:47 pm | Permalink

    Hoje é meu aniversário, e o Pablo (sem querer e sem saber) me “deu” esse excelente texto de presente. Meus pais são alicerces da minha vida, Jack, e hoje você me fez relembrar isso.
    Parabéns.

    [Responder]

    Resposta de Jack Bianchi:

    V!tor, feliz aniversário, meu velho. Seja sempre muito feliz. Que a sua vida seja do jeito que você sonha. E jamais esqueça do que relembrou. Abração!

    [Responder]

  29. Felipe
    30 abril, 2009 at 12:01 am | Permalink

    Mais um visitante que chegou através do Pablo…
    Texto brilhante. Me emocionei.
    Mesmo sendo novo, e talvez mesmo por isso, eu tenho um medo imenso de perder meus pais, meu teto e meu chão. Eu não tenho idéia se esse medo melhora com o tempo, mas não deve melhorar não. Deve ser sempre horrível perdê-los.
    Abraços, e meus parabéns!

    [Responder]

    Resposta de Jack Bianchi:

    Felipe, muito obrigado pelos elogios. Todos têm esse medo. É natural. Mas pense em como viver mais momentos felizes com eles ao invés de pensar nisso. Abração!

    [Responder]

  30. Robson Costa
    30 abril, 2009 at 12:27 am | Permalink

    Parabéns, Jack! Como muitos já colocaram, também cheguei aqui via o site Cinema em Cena do Pablo Villaça. É um texto excelente. Faz 15 anos também que perdi o meu chão. Mas sempre ela é lembrada com muito carinho em vários momentos, como a leitura do seu texto. Ganhou mais um fã.

    [Responder]

    Resposta de Jack Bianchi:

    Robson, muito obrigado pelos elogios. Quem passou por isso sabe bem a intensidade do momento e a falta que faz pra sempre. Que a gente converta essa falta em motivação, para sermos o que elas gostariam que fôssemos. Abração!

    [Responder]

  31. Lacorte
    30 abril, 2009 at 12:50 am | Permalink

    Como todo texto genial, o menos é mais! Simples, porém tocante. Parabéns cara, serei leitor assíduo a partir de agora!
    Sou mais um que veio através da indicação de Pablito Villaça! rsrsrs…

    Abração!

    [Responder]

    Resposta de Jack Bianchi:

    Lacorte, eu agradeço demais pelos elogios. São coisas assim que todos vocês que estão chegando agora estão dizendo que me incentivam ainda mais. Espero vê-lo sempre por aqui sim, comentando os textos, as músicas e fazendo os seus tops. Abração!

    [Responder]

  32. 30 abril, 2009 at 9:13 am | Permalink

    Muito tocante. Eu que não tenho pai, mas ainda tenho mãe, não consigo imaginar minha vida sem ela, seria “perder o chão” no mais amplo sentido da expressão. Abraço!

    [Responder]

    Resposta de Jack Bianchi:

    Márcio, muito obrigado pelo elogio. Cara, não imagine isso nunca. Deixe a vida acontecer e viva todos os momentos felizes que puder ao lado dela. A parada é essa. Abração!

    [Responder]

  33. 30 abril, 2009 at 12:07 pm | Permalink

    Cheguei também por indicação do Pablo Vilaça, e à medida que fui lendo o texto, fui me perguntando o que tinha feito o Pablo se emocionar. Descobri no último parágrafo…
    Ainda tenho meu chão e meu teto, separados hoje, mas tenho. Nunca cheguei a enxergá-los assim, os dois tinham um pouco de cada, embora meu pai também trabalhasse o dia inteiro. Mas em questões como escola, cobrar estudo, era dele o papel.
    Mas lendo o último parágrafo, não parei de lembrar o quão pouco eu valorizava meu pai até ficar mais distante dele com a separação dos dois. Sei que, mesmo não tendo sido esse pai Clark Kent, ele é com certeza um Super-Homem, pois sempre fez tudo por mim e meus irmãos!
    Lindo texto, emocionante mesmo!

    [Responder]

    Resposta de Jack Bianchi:

    Neudson, muito obrigado pelos elogios. Fico feliz que tenha gostado. Cara, curta mais o seu super-homem. E diga isso que me disse pra ele. Vai fazer diferença pra você e pra ele. Vai por mim. Abração!

    [Responder]

  34. Roberta B. Araujo
    30 abril, 2009 at 12:10 pm | Permalink

    Oi Jack,

    Sou mais uma que veio por indicação do blog do Pablo :-)

    Nossa… muito emocionante e bonito o seu texto!!! Eu li algumas vezes e me emocionei em todas! Fiquei com nó na garganta e me controlando pra lacrimejar de forma o mais discreta possível, já que estava (e estou) no trabalho! :-)

    Ainda tenho meus pais e os amo muito. E sempre faço questão deles em minha vida, não só nos momentos importantes, como nos corriqueiros do dia-a-dia. Vamos ao cinema, saímos pra jantar e até já viajamos juntos, meu marido e eu, e eles.

    Só de pensar que um dia eles se vão, dá uma tristeza imensa no peito… Espero ser, junto com meu marido, para meus filhos o que eles sempre foram e são pra mim: chão e teto. :-)

    Obrigada pelo lindo texto!

    [Responder]

    Resposta de Jack Bianchi:

    Ei, Ró… Muito obrigado pelos elogios. Legal que você tenha gostado do texto e que ele tenha te emocionado. Acho a emoção um bom caminho para repensar o que estamos vivendo. Adorei saber que você e seu marido fazem tudo isso com os seus pais. Não deixe de fazer nunca. E tenho certeza que você será um tremendo chão!!!!!! Beijo

    [Responder]

  35. Clenes
    2 maio, 2009 at 1:55 pm | Permalink

    Interessante esse texto.

    Meu pai se foi em 2005. Sinto muitas saudades dele; ele brincava muito, adorava músicas (tive a quem puxar), era humano, severo quando tinha que ser. Era muito esforçado, muito sensível. Meus Deus, como sinto falta dele! Como sinto falta da presença dele, da paz de espírito, da sensação de teto (segurança). Me emociono escrevendo isso. Claro que ele tinha seus defeitos (quem não os tem?), mas as qualidades se destacam muito mais. Ele era meu teto e meu chão: ele era os dois também, pois minha mãe era mais linha dura na educação, enquanto ele era mais de conversar, explicar, etc. Acho que fazendo uma análise a partir de suas colocações, na minha casa os dois funcionavam como chão e teto, se alternando de maneira harmoniosa, cada um de sua forma (nunca tinha parado para refletir sobre isso). Hoje vejo a falta que ele me faz e quando penso que umdia chegará a hora de minha mãe, fico muito apreensiva, quase desespero. Meus pais são meu azimute (mesmo meu pai já falecido), pois me inspiro neles para minhas decisões, meus planos, minha vida. Agradeço a Deus todos os dias pelo que sou por causa deles. E sinto falta do meu pai todos os dias.

    Engraçado que você abriu esse post para falar de sua mãe e eu destaquei meu pai. Curioso…

    [Responder]

    Resposta de Jack Bianchi:

    Clenes, além da falta, claro, um dos grandes problemas quando um se vai é trazer mortalidade ao outro. Ter lembranças doces e momentos inesquecíveis eterniza nossos pais, pra gente. E com o tempo, ao invés de lágrimas, quando lembrar dele, virá um sorriso. E de alguma forma, você sentirá que ele está com você no colo, fazendo carinho no seu rosto. Por isso o sorriso. Acredite.

    [Responder]

    Resposta de Clenes:

    É isso mesmo: quando um se vai, mostra que o outro também é mortal, contrariando todas as nossas expectativas filiais. E penso que quando minha mãe se for, me sentirei muito, mas muito desamparada. Não sei como vou reagir.

    [Responder]

    Resposta de Jack Bianchi:

    Clenes, não há como saber como vamos reagir. Então o que temos que fazer é batalhar ao máximo para construir as lembranças mais sensacionais que podemos. Bom, pelo menos é isso que eu penso.. rs

  36. Deisa Diniz
    26 maio, 2009 at 1:19 pm | Permalink

    Que palavras lindas……..nem precisa dizer que chorei né….
    Jack vc é show,parabéns pelo texto,realmente nos faz perceber que saõ as coisas mais importantes em nossa vida:o chão e o teto.

    [Responder]

    Resposta de Jack Bianchi:

    Dê, muito obrigado pelos elogios. São um incentivo e tanto para eu continuar escrevendo. Fico feliz em saber que se emocionou… Eu adoro esse texto também… Beijo!

    [Responder]

  37. Vanessa
    1 junho, 2009 at 4:19 pm | Permalink

    É isso aí… vc é fera em tudo que escreve!!! Tento ser chão e teto pra Gigi… assim como minha mãe é e meu pai foi!!! Saudade…

    [Responder]

    Resposta de Jack Bianchi:

    Obrigado, Vã… Saudades de você!!!! Muito obrigado pelo elogio. A Gigi tem uma família sensacional… E a mãe dela é show de bola!!! rs… Beijo!

    [Responder]

  38. sonn
    9 agosto, 2009 at 3:17 pm | Permalink

    mt lindo, me emocionei, bem que na minha vida o diferencial era mue chão, janela,porta, td.perdi td aos trinta anos qdo já era mais de dois presentes, na minha nova casa eu sou o teto e o meu marido o chão, mas ele é mt mais que isso pq com certeza meus presentes poderam um dia falar de coração que o pai é e sempre será o td deles, e isto p/mim é maravilhoso, Deus me deu a oportunidade de vivenciar em minha casa o que eu queria ter vivido c/ os meus pais, meus presentes tem no pai a mãe e a mãe o pai; pd parecer estranho mas nos adoramos e nossa casa chão teto e td + não poderia ser mais completa.

    [Responder]

    Resposta de Jack Bianchi:

    Ei, Sonn… Seja bem-vinda!!!! Que bacana que gostou do texto. E fiquei feliz por ter compartilhado um pouco da sua vida com a gente. Ter uma casa completa como a sua é uma benção especial. Estou na torcida pra continuar sempre assim. Um beijo!!!

    [Responder]

  39. Sylene Ruiz
    19 outubro, 2009 at 12:34 am | Permalink

    Nossaaaa… esse texto parece que ta falando de mim e da minha família.
    Maravilhoso e perfeito as comparações. Parabéns Rapaz, você tem uma sensibilidade singular!

    Vou encaminhar esse texto aos meus 7 irmãos que estão pelo País.. rsrsr..
    um abraço!
    Sylene
    (Fortaleza – CE)

    [Responder]

    Resposta de Jack Bianchi:

    Olá, Sylene… Que bacana ter você por aqui! Fico feliz que tenha gostado do texto. Muito obrigado pelos elogios! Quero ver seus comentários sempre por aqui, viu? rs… Beijo!

    [Responder]

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